A visita ao Tribunal Superior do Trabalho-TST realizada, em 16 de novembro, durante a Marcha Zumbi + 10, por entidades e advogados do Movimento Negro e entidades aliadas, foi das mais vitoriosas ações desenvolvidas durante este celebrado ato que comemorou os dez anos da primeira Marcha.
Solicitada pelo IARA-Instituto da Advocacia Racial e Ambiental, em ofício ao Presidente do TST, ministro Vantuil Abdala, a audiência
foi de perto acompanhada pelo único ministro afro-descendente daquela Corte, o ministro Carlos Alberto Reis de Paula.
Estiveram presentes os advogados João Jorge (Olodum), Vera Santana (Ìrohìn), Sonia Nascimento (Geledés). Dojival Ferreira (Afropress), o estudante da UnB Gustavo Amora, o economista Mário Theodoro, e a sindicalista Miriam, além do Ouvidor Geral do STJ, Cezar Degraf.
As palavras do ministro Vantuil Abdala, assegurando que o Tribunal é um foro de luta
pelos direitos de inclusão de todos os povos e raças, bem como garantindo que o TST não faltará a este embate, encheram de esperança os presentes, e iluminaram muitos dos Juízes que estão a julgar as causas de combate à discriminação racial no mercado de trabalho, por todo o país, com enfoque inicial nos 05 maiores bancos privados.
A notícia desses trabalhos do TST, a exemplo do vem sendo feito no STJ- Superior Tribunal de Justiça, que pelo segundo ano realizou o Seminário pela Promoção da Igualdade Racial, com a participação
eminente do ministro Luiz Fux, com vários integrantes de diversos setores do movimento negro, no dia 24.11.2005, aponta um caminho que por muitos anos foi relegado a segundo plano, o caminho do Judiciário.
Temos insistido nos debates na defesa do Judiciário como um dos mais importantes meios de se garantir as vitórias no campo político, ou mesmo forçá-lo a avançar. Para estudantes e jovens advogados, um nicho de advocacia que não se acha em manuais está sendo escrito com inteligência e bravura. É o que tenho chamado de “advocacia de combate”.