|
Írohín >> Expediente >> Apresentação |
Contato |
|
Apresentação
Dez anos de muito trabalho e satisfação
O Ìrohìn nasce em 1996 como fruto da movimentação em torno da Marcha Zumbi 300 anos, contra o Racismo, pela Cidadania e a Vida (1995). Sediado em Brasília - capital do país e sede de governo - em seus primeiros anos o Ìrohìn se propõe a dois objetivos: articular as organizações do movimento negro para acompanhamento de políticas governamentais de promoção da comunidade afro-brasileira por meio da capacitação de lideranças negras para esse acompanhamento; e acompanhar a atuação do Congresso Nacional em assuntos diretamente relacionados aos direitos e promoção da comunidade afro-brasileira.
Em seus primeiros anos de vida (1996-1999), o Ìrohìn editou um boletim informativo dedicado a acompanhar e analisar a atuação e conduta dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no âmbito federal. Em sua segunda fase (2000-2002), o Ìrohìn se dedicará às atividades de capacitação de membros de organizações negras em assuntos relacionados à Administração Pública. Essas atividades de capacitação foram moduladas em três cursos, ocorridos entre 2000 e 2002, com duração de três semanas e participação de 100 alunos no total. Para além do conteúdo inovador aos membros das organizações negras, particularmente sem acesso aos assuntos relacionados à Administração P ública, soma-se ainda outro importante aspecto em seu desenvolvimento: todas as edições do curso de capacitação foram realizadas em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), órgão responsável por desenvolver a competência de servidores públicos e ampliar a capacidade governamental na gestão de políticas públicas. Isso significa dizer que o currículo dos cursos ministrados foi adequadamente orientado a assuntos relacionados à gestão e Administração P ública. Finalmente, o último curso ministrado teve o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2004, inaugurando a sua fase atual, o Ìrohìn passa a editar o jornal tablóide Ìrohìn (edição nº 6, agosto/setembro de 2004). O jornal tablóide (re)nasce com a tarefa de informar à comunidade sobre assuntos não tratados pela grande imprensa e diretamente relacionados ao cotidiano da comunidade afro-descendente: racismo, discriminação racial, ações protagonizadas por organizações e comunidade negras, insuficiência das políticas públicas no atendimento às necessidades da população afro-brasileira, produção cultural, direitos humanos, entre outros assuntos. Enfim, conteúdos diversos cujo foco de análise é a população afro-descendente no Brasil. Esse reinício é marcado também pelo processo de mobilização em torno da Marcha Zumbi+10 – Contra o Racismo e pelo Direito à Vida, realizada em 16 de novembro de 2005, e que reuniu em Brasília (Distrito Federal) mais de 8.000 ativistas integrantes de, aproximadamente, 160 organizações do movimento negro brasileiro. Entre agosto de 2004 e novembro de 2005, o Jornal Ìrohìn foi instrumento de mobilização e divulgação dos preparativos da Marcha Zumbi+10 e logrou uma grande penetração junto ao público negro. A comprovação deste fato está na ampliação de sua tiragem de 5.000 para 12.000 exemplares – última edição, nº16 – e um número crescente de assinaturas individuais gratuitas (em torno de 6.000 assinantes) e aproximadamente 30 instituições receptoras que, em suas cidades, recebem o Ìrohìn para distribuição em sua rede de relacionamento e atuação. Apoiado pela Fundação Ford, o Jornal Ìrohìn conta, em todas as suas edições, com colaboradores residentes em distintas cidades do país. De fato, neste período, o Ìrohìn orgulha-se de ter agregado à sua rede de articulistas/ colaboradores mais de uma centena de profissionais nas mais distintas áreas de formação acadêmica – jornalistas, advogados, engenheiros, médicos, historiadores, sociólogos, economistas, escritores, artistas plásticos, atores, produtores culturais, filósofos, antropólogos, professores, pedagogos, administradores públicos, entre outros. Ou seja, pessoas, em sua maioria afro-descendentes, que acreditam na importância de, no Brasil, não se deixar morrer a história e a trajetória da impressa negra e que reconhecem a democratização da informação como um caminho para a elevação dos direitos sociais, econômicos, políticos e culturais da comunidade negra brasileira. |
|